terça-feira, 25 de março de 2008

Existe um lugar que caiba minha vida
Existe remédio pra cuidar das minhas feridas
Momentos de tédio me dão ansiedade
Não posso parar de lutar pra bancar a minha felicidade...

Linox
Vate não sou, mortais; bem os conheço;
Meus versos, pela dor só inspirados,
Nem são versos- menti- são ais sentidos,
Às vezes, sem querer, d'alma exalados;

Laurindo Rabelo

quarta-feira, 19 de março de 2008

desa[bafar][guar]

Escrever em papeis escondidos,
compor palavras estranhas
isso me dissolve, e basta
o amanhecer do dia
e minha matéria se
refaz em angustias...

Macrislla Melo

...só ficar...








Quero ficar
Deixar tudo isso como está
Quero voar sobre esse céu
Sem brilho
Quero pensar no amanha sem angustia
Implorar pro futuro estar ao meu lado
Segurar nas mãos o impossivel.

Macrislla Melo

quinta-feira, 13 de março de 2008










"Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante."A Paixão Segundo G.H. - Clarice Lispector

terça-feira, 11 de março de 2008

A dor




Chama-se a Dor, e quando passa, enluta

E todo mundo que por ela passa

Há de beber a taça da cicuta

E há de beber até o fim da taça!

Há de beber, enxuto o olhar, enxuta

A face, e o travo há de sentir, e a ameaça

Amarga dessa desgraçada fruta

Que é a fruta amargosa da Desgraça!

E quando o mundo todo paralisa

E quando a multidão toda agoniza,

Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno

De agonizante multidão rodeada,

Derrama em cada boca envenenada

Mais uma gota do fatal veneno!


Augusto dos anjos

segunda-feira, 10 de março de 2008

Inefável


Nada há que me domine e que me vença
Quando a minh'alma mudamente acorda…
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.

Sou como um Réu de celestial Sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outra mais serenas madrugadas!

todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo
Na minh'alma volteando arrebatadas!



Cruz e Souza

domingo, 9 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008

No Auge dos meus vinte anos
Me vejo diante de um choro etílico
De uma volúpia triste
Tentando guardar inexoráveis sentimentos
Como um relicário de enganos
Me despencando em desilusões fatídicas
Maquiando o meu sorrir.


Macrislla Melo
2007

O ébrio

Bebi! Mas sei por que bebi!… Buscava

Em verdes nuanças de miragens, ver

Se nesta ânsia suprema de beber,

Achava a Glória que ninguém achava!

E todo o dia então eu me embriagava

- Novo Sileno, - em busca de ascender

A essa Babel fictícia do Prazer

Que procuravam e que eu procurava.

Trás de mim, na atra estrada que trilhei,

Quantos também, quantos também deixei,

Mas eu não contarei nunca a ninguém.

A ninguém nunca eu contarei a história

Dos que, como eu, foram buscar a Glória

E que, como eu, irão morrer também.

Augusto dos Anjos

Vesperas

"Amanha talvez a alegria
consiga disfarçar, ou
influênciar ainda mais
esse sentimento últil
a minha vunerabilidade. "

Macrislla Melo
15/02/08

Meus medos

Se a palavra medo disse
Algo que me complete
Pensaria em tudo, no meu eu
Na minha vida
Nos meus anseios
aqueles que me pertubam
A coragem que me aplicaram
O medo do morrer
O medo do andar
De querer suportar
Ainda que a complicaçao da vida
Me disponha de tal forma
Ainda que o medo da realidade
Me surprienda

Macrislla Melo

caixinha

Uma caixinha
Uma caixinha vermelha
Vermelha é a caixinha
É a caixinha choroza
Lagrimas da caixinha
Caixinha da dor
Dor da caixinha
Ela é minha
Mas você pegou.

Macrislla Melo
Me torne cética dianate do amor
O que fizeste comigo?
Talvez já te interroguei
O que importa agora não é isso
São os olhos vermelhos
É a culpa do errado
O coração despedaçado
As incertezas perante a vida
Os amores apavorados
O segredo apertado
A realidade que persegue
Disso tudo quero esquecer
Uma vida nova deve aparecer.


Macrislla Melo
Uma dor, uma tristeza
Não sei ao certo
Mas machuca
Invade o ímpeto de minha alma
Corroe minha fonte de vida
enobrece meu mais sujo pecado
A fraqueza é sempre vista
Como uma simples virtude
O amor, a alegria, a sinceridade
Num retrocesso piedoso
Amargura constante
Aflição atenuante.

Macrislla Melo

sexta-feira, 7 de março de 2008

outono

E nesse mar de saudade
Da alegria nao se faz realidade
Tudo que tenho sao lembranças
Sonhos que ja se perdem
Sao cançoes ja acabadas
Se te gostei ja me esqueci
Se te amei ainda estas aqui
No abraço apertado o calor é o que guardo
Dos beijos são delirios, desesperos
E nesse mar de saudade
Você que quero
Você que é minha verdade.

Macrislla Melo

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"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia….” (Friedrich Nietzsche)

Divã Impróprio

E é nesse divã impróprio que eu despejo as minhas sentimentalidades