| Nada há que me domine e que me vença Quando a minh'alma mudamente acorda… Ela rebenta em flor, ela transborda Nos alvoroços da emoção imensa. Sou como um Réu de celestial Sentença, Condenado do Amor, que se recorda Do Amor e sempre no Silêncio borda D'estrelas todo o céu em que erra e pensa. Claros, meus olhos tornam-se mais claros E tudo vejo dos encantos raros E de outra mais serenas madrugadas! todas as vozes que procuro e chamo Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo Na minh'alma volteando arrebatadas!
Cruz e Souza |
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